Atacante do Flamengo prioriza transferência para o futebol do exterior e rejeita contrato de dois anos e meio oferecido pelo Alvinegro carioca.
Por Carlos Alvarenga
A proposta do Botafogo enviada para a contratação do atacante Everton Cebolinha, de 29 anos, pertencente ao Flamengo, foi formalmente recusada pelo atleta e por seu estafe no início deste mês de setembro de 2026. A investida alvinegra, formulada pela diretoria da SAF liderada pelo empresário John Textor no Estádio Nilton Santos, localizado no bairro Engenho de Dentro, no município do Rio de Janeiro, contemplava um vínculo contratual válido por dois anos e meio. Contudo, a oferta financeira e o projeto esportivo apresentados pela equipe de General Severiano foram declinados após avaliação conjunta conduzida pelo jogador e por seus representantes jurídicos e empresariais na capital fluminense.
A proposta do Botafogo era vista pelo departamento de futebol alvinegro como uma oportunidade estratégica de mercado para reforçar o setor ofensivo da equipe durante a janela de transferências nacional. O projeto elaborado pela SAF visava a integração imediata do atleta ao elenco comandado pela comissão técnica no centro de treinamento do time. No entanto, a decisão do atleta foi pautada pelo desejo pessoal e familiar de não se transferir para outro clube no estado do Rio de Janeiro neste momento da carreira, priorizando uma mudança de ares para fora do país.
O posicionamento adotado pelo atacante rubro-negro fundamenta-se nas conversas mantidas com clubes do mercado europeu e da Ásia. Recentemente, sondagens formais e consultas foram efetuadas por agremiações do exterior, incluindo negociações com o Krasnodar, da Rússia, e contatos preliminares com representantes da Fiorentina, da Itália. O atleta, que possui contrato vigente com a equipe do Ninho do Urubu, no bairro Vargem Grande, entende que a prioridade para o segundo semestre de 2026 deve ser uma eventual transferência internacional, garantindo o retorno ao futebol europeu ou a novos mercados emergentes.
No cenário interno do Flamengo, a recusa do atleta à proposta do Botafogo foi acompanhada com atenção pela diretoria do departamento de futebol na Gávea, no bairro do mesmo nome, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A cúpula rubro-negra já havia sinalizado que qualquer liberação para rivais locais dependeria do aval irrestrito do jogador e de valores compensatórios significativos para os cofres da instituição. Como a preferência do camisa 11 é a saída para o exterior, as tratativas entre os clubes cariocas foram definitivamente encerradas sem a abertura de uma fase de contraproposta por parte do estafe do ponta.
Diante do desfecho negativo trazido pela decisão do atacante, a proposta do Botafogo foi arquivada pelo setor de inteligência e pela diretoria executiva do clube de General Severiano. O Alvinegro agora direciona os seus esforços e recursos financeiros para opções alternativas de mercado mapeadas pelo setor de análise de desempenho, buscando novos nomes para reforçar o ataque ainda na atual janela de transferências do futebol brasileiro.