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Hino Oficial do Flamengo: A trajetória até o cântico atual

Criado em 1915 por Paulo Magalhães para o remo, o cântico original deu lugar à marchinha de Lamartine Babo em 1945, que virou a voz do torcedor no Maracanã.

A história centenária que envolve a criação do hino oficial do Flamengo revela uma das trajetórias culturais mais curiosas do futebol brasileiro: a melodia entoada nas arquibancadas e festas de títulos por milhões de torcedores nasceu três décadas após a fundação da primeira obra formal da instituição. Composto em 1915 pelo médico e atleta Paulo Magalhães, o verdadeiro hino oficial do Flamengo foi concebido originalmente para as provas náuticas na Enseada de Botafogo, permanecendo até hoje registrado no regimento do Clube de Regatas do Flamengo, sediado na Avenida Borges de Medeiros, número 997, no bairro da Gávea, Zona Sul do município do Rio de Janeiro.

A obra de Paulo Magalhães, chamada de "Hino Rubro-Negro", trazia versos solenes como "Flamengo! Flamengo! Tua glória é lutar! / Flamengo! Flamengo! Campeão de terra e mar!". A melodia ritmada foi executada pela primeira vez em eventos festivos no bairro do Flamengo, também na Zona Sul do Estado do Rio de Janeiro. Apelidada nos bastidores de "Hino Terapêutico" devido ao ritmo cadenciado, a marcha visava acalmar os ânimos dos remadores antes das regatas. No entanto, a transição do Remo para a popularização massiva do futebol exigia uma cadência mais vibrante para embalar o público.

A mudança decisiva para a consolidação do cântico moderno ocorreu no ano de 1945, quando o consagrado compositor de marchinhas Lamartine Babo decidiu criar hinos para os principais clubes cariocas. A nova marcha foi lançada nos estúdios da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na Praça Mauá, localizada no Centro da capital fluminense. Com o marcante verso "Uma vez Flamengo, sempre Flamengo", a composição de Babo foi gravada pelo cantor Gilberto Alves em 1950 e caiu imediatamente no gosto popular durante as partidas no Estádio do Maracanã.

Apesar da adoração irrestrita à marcha de 1945, o texto de 1915 seguiu como o único símbolo formal no regimento interno por várias décadas. Somente no ano de 1992 a diretoria aprovou a inclusão da obra de Lamartine Babo no estatuto social, fazendo com que ambas as canções passassem a coexistir oficialmente na história do clube. O acompanhamento diário das novidades da agremiação carioca e de outras modalidades esportivas está disponível na seção de Esportes, que traz a cobertura completa do Futebol nacional e estadual

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