Luiz Eduardo Baptista surpreendeu dirigentes ao prestar homenagem a ex-diretor de futebol vestindo agasalho rubro-negro nas Laranjeiras
Por Carlos Alvarenga
Repercussão entre dirigentes e presença de personalidades
A cerimônia reuniu grandes nomes do esporte nacional para prestar a última homenagem a Angioni, considerado uma das figuras mais respeitadas dos bastidores do futebol brasileiro. No entanto, a chegada de Luiz Eduardo Baptista com o escudo do maior rival estampado no peito atraiu olhares e sussurros no Salão Nobre do Fluminense.
Enquanto alguns aliados defenderam o gesto como uma representação institucional do clube que preside, a maioria dos presentes encarou a atitude como uma falta de decoro com a história do falecido e com a instituição anfitriã. Torcedores e conselheiros do Fluminense manifestaram descontentamento com a postura da liderança rubro-negra em um momento de luto solemnizado no coração tricolor.
Trajetória e legado de Paulo Angioni no futebol brasileiro
Paulo Angioni marcou época como um dos executivos de futebol mais vitoriosos e estratégicos do Brasil. Ao longo de quatro décadas de carreira, acumulou passagens marcantes por grandes clubes do Rio de Janeiro e do futebol nacional, sendo peça fundamental na estruturação de elencos campeões e no desenvolvimento de processos de gestão esportiva modernos.
No Fluminense, Angioni construiu um vínculo histórico, sendo figura central em momentos decisivos do clube no século XXI. Sua liderança era reconhecida pelo diálogo técnico, diplomacia entre torcidas rivais e pela capacidade de manter a estabilidade nos momentos de crise institucional.
Tensões institucionais e o impacto nos bastidores do Rio
O episódio ocorre em um momento de constantes debates sobre fair play institucional e rivalidade entre as equipes do futebol carioca. A atitude de Bap reabre discussões sobre os limites da representação partidária de dirigentes em eventos de comoção pública e luto oficial.
Especialistas em comunicação esportiva apontam que a exposição de marcas de rivais em sedes históricas exige sensibilidade política e alinhamento diplomático, atributos frequentemente cobrados da alta cúpula dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.